{"id":151,"date":"2017-02-17T16:38:42","date_gmt":"2017-02-17T18:38:42","guid":{"rendered":"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=151"},"modified":"2019-09-03T15:57:29","modified_gmt":"2019-09-03T18:57:29","slug":"tango-x-samba","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ecen.com.br\/?page_id=151","title":{"rendered":"Tango X Samba"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"151\" class=\"elementor elementor-151\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-section-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-71d1bcfc elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"71d1bcfc\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-row\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4a4dcd5c\" data-id=\"4a4dcd5c\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-column-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-215b3836 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"215b3836\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-text-editor elementor-clearfix\">\n\t\t\t\t<h1><em style=\"font-size: 1rem;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-4 alignnone\" src=\"http:\/\/eee.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/eee.jpg\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"27\" data-wp-pid=\"4\" \/><\/span><\/em><\/h1><p><em>Carlos Feu Alvim<\/em><\/p><p>Por 11 anos eu participei da dire\u00e7\u00e3o da ABACC alternando com meus colegas argentinos como Secret\u00e1rio e Secret\u00e1rio Adjunto dessa Ag\u00eancia que muito contribui para estabelecer confian\u00e7a na \u00e1rea nuclear entre o Brasil e Argentina e da Comunidade Internacional em rela\u00e7\u00e3o a nossos dois pa\u00edses.<\/p><p>Meu interesse anterior pelo pa\u00eds irm\u00e3o me fez firmar um conceito, comprovado nos \u00faltimos anos, de que os argentinos t\u00eam nacionalmente um comportamento exagerado que propicia mudan\u00e7as radicais cuja face mais vis\u00edvel \u00e9 a pol\u00edtica, mas que tamb\u00e9m se verifica em muitos outros aspectos do seu temperamento. Eu brincava com eles que enquanto eles dan\u00e7avam o tango e iam e voltavam de um lado ao outro o sal\u00e3o, n\u00f3s dan\u00e7\u00e1vamos samba e faz\u00edamos nossa agita\u00e7\u00e3o sem grandes mudan\u00e7as de rumo.<\/p><p>Outra provoca\u00e7\u00e3o que costumava fazer aos argentinos mais pr\u00f3ximos era de que, no nuclear, n\u00f3s hav\u00edamos feito as escolhas certas no tipo de reator (PWR) e no processo de enriquecimento (ultracentrifuga\u00e7\u00e3o) e eles as \u201cerradas\u201d do reator PHWR e da difus\u00e3o gasosa para o enriquecimento.<\/p><p>Ainda durante a elabora\u00e7\u00e3o dos estudos sobre a Pol\u00edtica Nuclear para a SAE\/PR tive a oportunidade de ler um interessante trabalho do colega argentino Roberto Ornstein, sobre o programa nuclear argentino que havia sempre se concentrado em uma preocupa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica: \u201cAlcan\u00e7ar a tecnologia pr\u00f3pria de seu programa nuclear (evitar chaves na m\u00e3o)\u201d.<\/p><p>Na \u00e1rea de reatores de pesquisa, optaram pelo desenvolvimento pr\u00f3prio, adaptando tecnologias existentes, e construindo os pr\u00f3prios reatores, conseguindo export\u00e1-los para Peru, Arg\u00e9lia, Egito. e ultimamente, o da Austr\u00e1lia cujo projeto est\u00e1 sendo adaptado para nosso Reator Multiprop\u00f3sito.<\/p><p>Na \u00e1rea de reatores de pot\u00eancia, os argentinos escolheram a \u201clinha errada\u201d mas constru\u00edram tr\u00eas usinas sendo que nas de Atucha (1 e 2) participaram ativamente na concep\u00e7\u00e3o do projeto e na resolu\u00e7\u00e3o de seus problemas. H\u00e1 d\u00e9cadas v\u00eam, persistentemente, desenvolvendo o pequeno reator CAREN da nova gera\u00e7\u00e3o, PWR com seguran\u00e7a intr\u00ednseca e dentro de conceito de reatores modulares que est\u00e1 adquirindo for\u00e7a no mundo. O reator est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Enquanto isso, ao mesmo tempo que afirm\u00e1vamos nosso direito a explos\u00f5es pac\u00edficas com tecnologia pr\u00f3pria decidimos importar nossos reatores de pesquisa praticamente chave na m\u00e3o. Abandonamos o projeto do reator \u00e1gua pesada ur\u00e2nio natural do Grupo do T\u00f3rio para comprar, chave na m\u00e3o, o reator da \u201clinha certa\u201d da Westinghouse. Assinamos um bilion\u00e1rio acordo com a Alemanha envolvendo a cria\u00e7\u00e3o da estatal Nuclebras atuando da prospec\u00e7\u00e3o mineral \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e posteriormente dividimos a Nuclebras. Planejamos construir 8 reatores no Programa com a Alemanha e interrompemos por muitos anos a constru\u00e7\u00e3o do primeiro (Angra 2), recome\u00e7amos o segundo (Angra 3) e recentemente o paralisamos. As atividades de enriquecimento inicialmente dirigidas para a importa\u00e7\u00e3o de tecnologia (jet-nozzle) foram abandonadas e investimos (corretamente) no processo desenvolvido internamente de ultracentrifuga\u00e7\u00e3o. A constru\u00e7\u00e3o do submarino nuclear que teve progressos nos anos oitenta foi colocada em \u201cbanho maria\u201d nos anos noventa e, na \u00faltima d\u00e9cada, retomada com a coopera\u00e7\u00e3o, na parte convencional, dos franceses. Foram criados competentes institutos de pesquisas nucleares, com um n\u00famero expressivo de mestres e doutores, com boa forma\u00e7\u00e3o profissional, e razoavelmente bem equipados, mas poucos de suas atividades est\u00e3o atualmente ligadas ao desenvolvimento da energia nuclear. Empresas privadas que se aventuraram \u00e0 participa\u00e7\u00e3o em projetos nucleares descontinuaram suas atividades na \u00e1rea por falta de const\u00e2ncia nos pedidos.<\/p><p>Foi s\u00f3 recentemente, em uma pr\u00e9via deste trabalho apresentado no SIEN 2016 e fazendo uma revis\u00e3o do estudo que fizemos para SAE\/PR sobre Pol\u00edtica Nuclear, \u00e9 que me dei conta que <strong>na quest\u00e3o nuclear, n\u00f3s brasileiros \u00e9 que dan\u00e7amos tango.<\/strong><\/p><p>________________________<\/p><p>P.S.: N\u00e3o obstante a trajet\u00f3ria oscilante, o setor nuclear ainda se destaca no Brasil, ao lado dos setores de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo submarino e do aeron\u00e1utico, entre os de maior sucesso na \u00e1rea tecnocient\u00edfica industrial. Isto se deu quando se uniram esfor\u00e7os em uma dire\u00e7\u00e3o e se persistiu nela.<\/p><p>|\u00a0<a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=16\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/a> |\u00a0<a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=2041\">Porque \u00e9 Necess\u00e1ria uma Pol\u00edtica Nuclear<\/a>\u00a0|<br \/>|\u00a0<a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=82\">O que \u00e9 Estrat\u00e9gico na Energia Nuclear<\/a><strong>\u00a0| <\/strong><a href=\"http:\/\/ecen.com.br\/?page_id=151\">Tango X Samba<\/a>\u00a0<strong>|<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Feu Alvim Por 11 anos eu participei da dire\u00e7\u00e3o da ABACC alternando com meus colegas argentinos como Secret\u00e1rio e Secret\u00e1rio Adjunto dessa Ag\u00eancia que muito contribui para estabelecer confian\u00e7a na \u00e1rea nuclear entre o Brasil e Argentina e da Comunidade Internacional em rela\u00e7\u00e3o a nossos dois pa\u00edses. 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